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Juiz determina que perfil de Instagram deve retirar do ar enquete com intenções de voto em Brejo do Cruz ou pagar multa de R$ 20 mil

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domingo, 11 de outubro de 2020



O juiz eleitoral Renato Levi Dantas Jales decidiu que o perfil do Instagram chamado ''Brejo Sincero'' (@brejosincero_) deve retirar do ar uma enquete que questiona os seguidores sobre as intenções de voto para o município de Brejo do Cruz. Em caso de descumprimento da decisão, o proprietário do perfil terá que pagar multa de R$ 20 mil.

O pedido foi feito pela coligação ''Brejo do Cruz cada vez melhor'', cujo candidato a prefeito é Francisco Dutra Sobrinho, conhecido como 'Barão'. 

O juiz entendeu que a enquete foi realizada em período eleitoral vedado, já que foi feita no dia 28 de setembro e as enquetes foram proibidas a partir do dia anterior, 27 de setembro.


Click PB

TRE-PB nega por unanimidade pedido do PT Nacional e mantém candidatura de Anísio Maia

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O Tribunal Regional da Paraíba (TRE-PB) decidiu por unanimidade nesta sexta-feira (9), manter a candidatura de Anísio Maia (PT) a prefeito de João Pessoa. A decisão foi unânime.

O PT Nacional buscou suspender a decisão de 1º grau que declarou a regularidade da convenção do PT e do PCdoB e habilitou Anísio Maia e Percival Henriques para a disputa a Prefeitura de João Pessoa. A decisão retirou Antônio Barbosa da coligação com Ricardo Coutinho.

O juiz federal Rogério Abreu, relator, negou agravo do Diretório Nacional do PT por entender que houve violação ao direito do contraditório e ampla defesa como manda o estatuto do partido e resolução do TSE. Ele foi seguido pelos colegas no entendimento.

“Houve a violação ao contraditório e ampla defesa porque eles sequer foram intimados para manifestação de defesa. Esse para mim foi o fundamento dominante”, disse o relator.

Julian Lemos afirma que não vai usar nome de Bolsonaro para se eleger prefeito da Capital

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sábado, 25 de julho de 2020


Mesmo se declarando como um aliado de primeira hora e admirador de Jair Bolsonaro, o deputado federal Julian Lemos, (PSL), e pré-candidato a Prefeitura de João Pessoa nas eleições deste ano, garantiu que não vai usar o nome do presidente durante a sua campanha e recomendou aos outros pré-candidatos que façam mesmo. “A candidatura é minha e independe de Bolonaro”, garantiu.

Julian Lemos, que foi o entrevistado do Programa Rede Verdade do Sistema Arapuan de Comunicação desta sexta-feira (24) afirmou que a candidatura é sua e do povo de povo de João Pessoa “para quem pretendo trabalhar caso seja eleito prefeito dessa cidade, mas se o presidente quiser me ajuda nessa luta será bem vindo, pois sempre lhe apoiei e votei nele não pela pessoa que ele é, mas pelas idéias e projetos que ele defedende que os mesmos que defendo, a exemplo do combate a corrupção e a criminalidade”, explicou.
Ainda durante a entrevista, Julian Lemos afirmou que ficou sabendo da decisão do presidente Jair Bolsonaro de não envolver nas disputas municipais.

“ Pelo fato de ter sido o deputado federal mais votado na Paraíba e por tudo fiz e tenho feito em prol do povo de João Pessoa e da Paraíba acho que isso já me credencia a lançar minha pré-candidatura sem precisar de apadrinhado político. Sou uma pessoa autêntica, equilibrada digo aquilo que penso sem arrodeios e sem enganar ninguém e tenho moral para me lançar candidato a prefeito dessa cidade que tanto amo e admiro”, finalizou.


Redação

Pollyanna Dutra destina emenda para recuperação de rodovias do Sertão da Paraíba Proposta da parlamentar pede prioridade na recuperação das PBs 293 e 323

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domingo, 31 de maio de 2020


A deputada Pollyanna Dutra destinou uma emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias para a recuperação e pavimentação, com urgência, das PBs 293 e 323, localizadas no Sertão do estado. A proposta da parlamentar propõe a meta específica dentro da previsão orçamentária estadual que visa à promoção da restauração, pavimentação, manutenção e implantação de rodovias por todo o estado. Além da emenda, Pollyanna já apresentou diversos requerimentos e ofícios pedindo a resolução da questão.

Conforme a justificativa da Parlamentar, há mais de um ano a população sertaneja sofre com a dificuldade de acesso aos mais diversos pontos do estado por meio dessas rodovias. “Há mais de um ano, os paraibanos e demais brasileiros que dependem da utilização da PB 293 e PB 323, seja para mero deslocamento, seja para transporte de mercadorias e demais atividades econômicas, sofrem diuturnamente com a terrível situação em que se encontram as rodovias acima mencionadas”, alertou a deputada, que pediu prioridade e urgência na resolução da questão.

“Em face a esta situação, faz-se mais do que necessário, com a devida urgência, a imediata e integral reparação e pavimentação da malha asfáltica rodoviária, com fim de garantir segurança e melhores condições socioeconômicas para os habitantes e demais utilizadores dos referidos trechos que cortam o nosso Estado”, acrescentou.

No início dessa semana, a população do município de Paulista realizou um ato de protesto plantando bananeiras em buracos localizados em um dos trechos da PB 293. A rodovia corta os municípios de Paulista, São Bento e Brejo do Cruz, importantes polos de produção do nosso estado. “Eu trafego constantemente pelo local e está praticamente intransitável. Estamos tendo que buscar outras rotas para poder chegar a Paulista ou a Brejo. A PB 323 também está calamitosa. É preciso que uma resposta seja dada pelo governo e nosso mandato segue nessa luta. Essa emenda é mais uma das iniciativas do nosso mandato. Não iremos sossegar até resolver essa questão. É nossa prioridade!”, destacou a deputada.

*Outras proposituras*
Além da emenda, que especifica proposta para atuação direta no planejamento orçamentário estadual, a deputada Pollyanna Dutra também já atuou em diversas frentes para resolução da questão, como envio de ofícios, realização de reuniões e protocolo de diversos requerimentos, dentre eles o 1818/2019 e o 5055/2019, destinado à recuperação da PB 293 e da PB 323.

*Sobre a LDO*
A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) está em tramitação na Assembleia Legislativa da Paraíba. Lá, são apreciados todos os pormenores da Lei e cada parlamentar pode propor emendas que auxiliarão o estado a bem direcionar os recursos nos mais diversos âmbitos da administração. A LDO especifica e define metas e objetivos para o orçamento geral a ser praticado pelo estado no próximo ano. Fonte assessoria

Estelionatário se passa pelo prefeito Verissinho e aplica golpe de R$ 3 mil em empresário de Pombal

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domingo, 3 de maio de 2020


A assessoria do prefeito de Pombal, Abmael Lacerda (Verissinho), divulgou sábado (02) uma nota onde informa que o político teve o nome usado de forma indevida por um estelionatário que estaria aplicando golpes em pessoas da cidade, com pedidos de empréstimo em dinheiro através do aplicativo WhatsApp.
Blog do Naldo Silva apurou que uma das vítimas foi um empresário aliado do gestor (nome preservado), que chegou a depositar a quantia de R$ 3 mil, após acreditar que estava conversando com o prefeito.
Após fazer a transferência bancária, ele ainda foi novamente procurado pelo criminoso informando que “houve um erro de digitação por parte de sua secretária, e que o valor que estava precisando era R$ 6 mil e não apenas R$ 3 mil”, dando outra conta para o depósito, o que não foi feito.
O caso foi descoberto quando outro comerciante local também recebeu a mesma mensagem, mas desconfiou de imediato pois não era o número verdadeiro do telefone de Verissinho e ligou para ele para saber da situação, sendo informado que se tratava de um golpe.
O prefeito informou que denunciará o crime à polícia civil que investigará a autoria.
Blog do Naldo Silva

STF decide por suspensão de pensões de ex-governadores da Paraíba

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sábado, 2 de maio de 2020


O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu rejeitar embargos da Assembleia Legislativa da Paraíba que defendia o pagamento de pensões a ex-governadores e viúvas de ex-governadores do estado. Segundo o Tribunal de Contas do Estado (TCE), governo deverá suspender pensões.

A decisão da Corte aconteceu em unanimidade. Com base nisso, o Ministério Público de Contas (MPC) reforçará o pedido à corte do TCE para que as pensões pagas atualmente sejam suspensas.
Segundo Manoel Antônio dos Santos, procurador do MPC, em abril de 2019 houve uma petição para que a Corte editasse uma cautelar que disciplinava o pagamento, sendo protocolada. Segundo o procurador, a medida deveria ter sido cumprida pelo Estado desde abril de 2019.
Desde outubro de 2018, o STF considera inconstitucional a lei estadual que disciplinava o pagamento das pensões. Atualmente, os ex-governadores e viúvas de ex-governadores recebem R$ 23.500,82, salário do atual governador.
O Ministério Público de Contas entende que a continuidade dos pagamentos é indevida.

A Assembleia Legislativa da Paraíba apresentou embargos defendendo a constitucionalidade da matéria que determina o pagamento e pedia que, caso a Corte do STF decidisse pela ilegalidade, modulasse a decisão para que a proibição valesse apenas a partir de agora.

O STF rejeitou os embargos. Na sentença, o ministro relator Celso de Mello declarou que 
“Aquele que não esteja titularizando cargo eletivo de Governador do Estado, extinto que tenha sido o mandato, não pode receber do povo pagamento por trabalho que já não presta”.
G1/PB

Sergio Moro afirma que apresentará ao STF provas contra Bolsonaro em entrevista à Veja

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Quando Sergio Moro decretou as primeiras prisões da Operação Lava-­Jato, em 2014, ninguém imaginava que começaria ali uma revolução de consequências históricas para a política, a economia e o combate à corrupção no Brasil. Em quatro anos, as investigações revelaram a existência de uma monumental estrutura que tinha como membros ativos as maiores empreiteiras do país, altos dirigentes de empresas estatais e políticos de todos os quilates — de deputados a presidentes da República. Todos se nutrindo da mesma fonte de um esquema que, durante anos, desviou mais de 40 bilhões de reais dos cofres públicos, dinheiro convertido em financiamento de campanhas eleitorais e propina. O caso fulminou biografias, quebrou empresas, arrasou partidos políticos e desmascarou muita gente que se dizia honesta. A histórica impunidade dos poderosos levou uma surpreendente rasteira — e abriu caminho para que um outsider chegasse à Presidência da República. Com a eleição de Jair Bolsonaro e a nomeação de Sergio Moro para o Ministério da Justiça, muitos apostaram que a corrupção sistêmica sofreria o golpe de misericórdia no país — uma tremenda ilusão, segundo o próprio Moro.

“O combate à corrupção não é prioridade do governo”, revela o agora ex-­ministro da Justiça, que foi descobrindo aos poucos que embarcara numa fria. Ele estava em casa na madrugada da sexta 24 quando soube que o diretor-geral da Polícia Federal fora demitido pelo presidente. Mas o episódio foi a gota d’água de uma relação tumultuada. Havia tempo o presidente não escondia a intenção de colocar no cargo alguém de sua estrita confiança. Bolsonaro frequentemente reclamava da falta de informações, em especial sobre inquéritos que tinham como investigados amigos, correligionários e parentes dele. Moro classificou a decisão do presidente de pôr um parceiro no comando da PF de uma manobra para finalmente ter acesso a dados sigilosos, deu a isso o nome de interferência política e, na sequência, pediu demissão. Bolsonaro, por sua vez, disse que a nomeação do diretor da PF é de sua competência e que as acusações de Moro não eram verdadeiras. O Supremo Tribunal Federal mandou abrir um inquérito para apurar suspeitas de crime.
Em entrevista exclusiva a VEJA, Moro revelou que não vai admitir ser chamado de mentiroso e que apresentará à Justiça, assim que for instado a fazê-lo, as provas que mostram que o presidente tentou, sim, interferir indevidamente na Polícia Federal. Um pouco abatido, o ex-ministro também se disse desconfortável no papel que o destino lhe reservou: “Nunca foi minha intenção ser algoz do presidente”. Desde que deixou o ministério, ele passou a ser hostilizado brutalmente pelas redes bolsonaristas. “Traidor” foi o adjetivo mais brando que recebeu. Mas o fato é que Bolsonaro nunca confiou em Moro. Sempre viu nele um potencial adversário, alguém que no futuro poderia ameaçar seu projeto de poder. Na entrevista, o ex-ministro, no entanto, garante que a política não está em seus planos — ao menos por enquanto. Na quarta-feira 29, durante a conversa com VEJA, Moro recebeu um alerta de mensagem no telefone. Ele colocou os óculos, leu e franziu a testa. “O que foi, ministro?” “O presidente da República anunciou que vai divulgar um ‘vídeo-bomba’ contra mim.” “E o que o senhor acha que é?”, perguntamos. Moro respirou fundo, ameaçou falar alguma coisa, mas se conteve. A guerra está só começando. Acompanhe nas próximas páginas os principais trechos desta conversa.
“O COMBATE À CORRUPÇÃO NÃO É PRIORIDADE DO GOVERNO”
O ex-ministro Sergio Moro recebeu VEJA em seu apartamento em Brasília. Na entrevista, que durou duas horas, ele lembrou que aceitou o cargo de titular da Justiça diante do compromisso assumido por Bolsonaro com o combate à corrupção. Aos poucos, porém, foi percebendo que esse discurso não encontrava sustentação na prática do governo — e ficou bastante incomodado quando viu o presidente se aproximar de políticos suspeitos:

“Sinais de que o combate à corrupção não é prioridade do governo foram surgindo no decorrer da gestão. Começou com a transferência do Coaf para o Ministério da Economia. O governo não se movimentou para impedir a mudança. Depois, veio o projeto anticrime. O Ministério da Justiça trabalhou muito para que essa lei fosse aprovada, mas ela sofreu algumas modificações no Congresso que impactavam a capacidade das instituições de enfrentar a corrupção. Recordo que praticamente implorei ao presidente que vetasse a figura do juiz de garantias, mas não fui atendido. É bom ressaltar que o Executivo nunca negociou cargos em troca de apoio, porém mais recentemente observei uma aproximação do governo com alguns políticos com histórico não tão positivo. E, por último, teve esse episódio da demissão do diretor da Polícia Federal sem o meu conhecimento. Foi a gota d’água”.
O senhor acusou o presidente Bolsonaro de interferir politicamente na Polícia Federal. Tem provas disso? O presidente tem muito poder, tem prerrogativas importantes que têm de ser respeitadas, mas elas não podem ser exercidas, na minha avaliação, arbitrariamente. Não teria nenhum problema em substituir o diretor da PF Maurício Valeixo, desde que houvesse uma causa, uma insuficiência de desempenho, um erro grave por ele cometido ou por algum de seus subordinados. Isso faz parte da administração pública, mas, como não me foi apresentada nenhuma causa justificada, entendi que não poderia aceitar essa substituição e saí do governo. É uma questão de respeito à regra, respeito à lei, respeito à autonomia da instituição.
E quais eram as motivações políticas? Reitero tudo o que disse no meu pronunciamento. Esclarecimentos adicionais farei apenas quando for instado pela Justiça. As provas serão apresentadas no momento oportuno, quando a Justiça solicitar.
“NÃO POSSO ADMITIR QUE O PRESIDENTE ME CHAME DE MENTIROSO”
O presidente Bolsonaro rebateu as acusações do ex-ministro. Ele negou que houvesse tentativa de interferência política na Polícia Federal e acusou Sergio Moro de tentar negociar a demissão do diretor da PF em troca de sua nomeação para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Moro conta por que divulgou uma mensagem trocada entre ele e a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) e outra entre ele e Bolsonaro:

“Eu apresentei aquelas mensagens. Não gostei de apresentá-las, é verdade, mas as apresentei única e exclusivamente porque no pronunciamento do presidente ele afirmou falsamente que eu estava mentindo. Embora eu tenha um grande respeito pelo presidente, não posso admitir que ele me chame de mentiroso publicamente. Ele sabe quem está falando a verdade. Não só ele. Existem ministros dentro do governo que conhecem toda essa situação e sabem quem está falando a verdade. Por esse motivo, apresentei aquela mensagem, que era um indicativo de que eu dizia a verdade, e também apresentei a outra mensagem, que lamento muito, da deputada Carla Zambelli. O presidente havia dito uma inverdade de que meu objetivo era trocar a substituição do diretor da PF por uma vaga no Supremo. Eu jamais faria isso. Infelizmente, tive de revelar aquela mensagem para provar que estava dizendo a verdade, que não era eu que estava mentindo”.
Na mensagem, Bolsonaro cita uma investigação sobre deputados aliados e afirma que aquilo era motivo para trocar o diretor da PF. O que exatamente queria o presidente? Desculpe, mas essa é uma questão que também vai ter de ser examinada dentro do inquérito que foi aberto no Supremo Tribunal Federal para investigar esse caso. Reitero a minha posição. Uma vez dito, é aquilo que foi dito. Não volto atrás. Seria incoerente com o meu histórico ceder a qualquer intimidação, seja virtual, seja verbal, seja por atitudes de pessoas ou de outras autoridades.
O senhor sofreu algum tipo de ação intimidatória após as revelações que fez? Atacaram minha esposa e estão confeccionando e divulgando dossiês contra ela com informações absolutamente falsas. Ela nunca fez nada de errado. Nem eu nem ela fizemos nada de errado. Esses mesmos métodos de intimidação foram usados lá trás, durante a Lava-­Jato, quando o investigado e processado era o ex-presidente Lula.
“NUNCA FOI MINHA INTENÇÃO SER ALGOZ DO PRESIDENTE”
Depois das denúncias de Moro, o Supremo Tribunal Federal determinou que fosse aberto um inquérito para apurar se o presidente tentou de fato aparelhar a PF para fins políticos. Em seu parecer, o procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu que também fossem investigados os crimes de denunciação caluniosa e contra a honra — ilícitos que, em tese, podem ter sido praticados por Moro:

“Entendi que a requisição de abertura desse inquérito que me aponta como possível responsável por calúnia e denunciação caluniosa foi intimidatória. Dito isso, quero afirmar que estou à disposição das autoridades. Os ataques mais virulentos vieram principalmente por redes virtuais. Não tenho medo de ofensa na internet, não. Me desagrada e tal, mas se alguém acha que vai me intimidar contando inverdades a meu respeito no WhatsApp ou na internet está muito enganado sobre minha natureza”.
O senhor recebeu mais críticas ou apoios por se demitir do cargo e acusar o presidente? A opinião pública compreendeu o que eu disse e os motivos da minha fala. É importante deixar muito claro: nunca foi minha intenção ser algoz do presidente ou prejudicar o governo. Na verdade, lamentei extremamente o fato de ter de adotar essa posição. O que eu fiz e entendi que era minha obrigação foi sair do governo e explicar por que estava saindo. Essa é a verdade.
Qual é hoje a sua opinião sobre o presidente Bolsonaro? Pessoalmente, gosto dele. No governo, acho que há vários ministros competentes e técnicos. O fato de eu ter saído do governo não implica qualquer demérito em relação a eles. Fico até triste porque considero vários deles pessoas competentes e qualificadas, em especial o ministro da Economia. Espero que o governo seja bem-sucedido. É o que o país espera, no fundo. Quem sabe a minha saída possa fomentar um compromisso maior do governo com o combate à corrupção.
“NÃO QUERO PENSAR EM POLÍTICA NESTE MOMENTO”
Em todas as grandes manifestações dos apoiadores do presidente, a figura do ex-ministro da Justiça sempre ocupou lugar de destaque. Após sua demissão, ele passou a ser tratado nas redes sociais como traidor e oportunista que estaria tirando proveito político em um momento de fragilidade do governo:

“Lamento ter de externar as razões da minha saída do governo durante esta pandemia. O foco tem de ser realmente o combate à pandemia. Estou dando entrevista aqui porque tenho sido sucessivamente atacado pelas redes sociais e pelo próprio presidente. Hoje mesmo, quarta, ele acabou de dar declarações, ontem deu declarações. Venho sendo atacado também por parte das pessoas que o apoiam politicamente. Tudo o que estou fazendo é responder a essas agressões, às inverdades, às tentativas de atingir minha reputação”.
O que o senhor pretende fazer a partir de agora? Estou num período de quarentena. Tive 22 anos de magistratura. Deixei minha carreira com base em uma promessa não cumprida de que eu teria apoio nessas políticas de combate à corrupção. Isso foi um compromisso descumprido. Não posso voltar para a magistratura. Eu me encontro, no momento, desempregado, sem aposentadoria. Tudo bem, tem gente em situação muito mais difícil que a minha. Não quero aqui ficar reclamando de nada. Pedi a quarentena para ter um sustento durante algum tempo e me reposicionar, provavelmente no setor privado.
Não pensa em entrar definitivamente na política? Minha posição sempre foi de sentido técnico. Vou continuar buscando realizar um trabalho técnico, agora no setor privado. Não tenho nenhuma pretensão eleitoral. Não me filiei a partido algum. Nunca foi meu plano. Estou num nível de trabalho intenso desde 2014. Quero folga. E não quero pensar em política neste momento.
“PODE EXISTIR UM MANDANTE DO CRIME”
Um dos motivos do desgaste de Sergio Moro e da direção da PF foi a investigação do atentado que Bolsonaro sofreu durante a campanha. O presidente não acredita que o garçom Adélio Bispo de Oliveira agiu sozinho. Crê numa conspiração política patrocinada por adversários. A polícia nunca encontrou nenhuma prova concreta disso. Questionado sobre o assunto, o ex-ministro diz que a hipótese não é absurda:

“Existe uma forte suspeita de que o Adélio tenha agido a mando de outra pessoa. A Polícia Federal fez a investigação. Como o presidente é vítima neste caso, nós fizemos uma apresentação no primeiro semestre de 2019 no Planalto. Os delegados apresentaram todo o resultado da investigação até aquele momento. Pende para o final da investigação um pedido de exame do aparelho celular de um advogado do Adélio. A polícia buscou esse acesso, e isso foi obstado pelas Cortes de Justiça, e ainda não há uma decisão definitiva. Depois do exame desse celular, o inquérito poderá ser concluído. Esse é o conteúdo de inquérito que foi mostrado ao presidente, não é ilegal, já que ele é a vítima e tem, como vítima, a meu ver, o direito de ter essas informações. Não é nenhuma questão só do crime em si, mas um caso de segurança nacional. A suspeita de que pode existir um mandante intelectual do crime não pode ser descartada. Enquanto não se tem a conclusão da investigação, não se pode ter um juízo definitivo”.
O senhor tem medo de sofrer algum atentado? Certamente. Sigo tendo a proteção da Polícia Federal. Não gosto de falar muito nesse assunto. Isso é algo que assusta pessoas próximas a mim.
Foi por isso que, antes de aceitar o cargo, o senhor pediu ao presidente uma pensão caso lhe acontecesse algo? Achei engraçado algumas pessoas dizerem que seria um crime da minha parte. O que aconteceu foi o seguinte: como eu larguei a magistratura, perdi a aposentadoria e a pensão. E, como eu sabia que nós seríamos firmes contra a criminalidade violenta, contra o crime organizado e contra a corrupção, o que externei ao presidente foi um desejo de que, se algo me acontecesse durante a gestão, como eu havia perdido a pensão, minha família não ficasse desamparada. Certamente teria de ser analisada juridicamente a viabilidade disso, e a aprovação através de uma lei. A condição para que a pensão fosse paga seria a minha morte. Só externei que, caso eu fosse morto em combate, fosse garantida uma pensão integral à minha família, correspondente aos vencimentos de ministro.
O senhor se arrepende de ter largado a magistratura para entrar no governo Bolsonaro? Não. A gente tem esse espelho da Operação Mãos Limpas, na Itália. Foi feito um trabalho fantástico lá pelos juízes, mas houve um retrocesso político na Itália naquela época. Eles lamentavam muito. Embora soubesse que minha ida para o governo seria controversa, o objetivo sempre foi continuar defendendo a bandeira anticorrupção, evitando retrocessos. Não, não me arrependo. Acho que foi a decisão acertada naquele momento. Agradeço ao presidente por ter me acolhido. Assumi um compromisso com ele que era muito claro: combate à corrupção, ao crime organizado e à criminalidade violenta. Eu me mantive fiel a esse compromisso.

Ruy Carneiro condena ‘intriga política’ na pandemia do coronavírus

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Em entrevista na tarde dessa sexta-feira (1°), o deputado federal Ruy Carneiro (PSDB) disse estar integralmente dedicado às ações que diminuam os efeitos da Covid-19 na vida dos Paraíbanos. O parlamentar elogiou a atuação da bancada paraibana para conseguir a habilitação de mais de 70 leitos para UTIs no estado e anunciou as primeiras ações do Fórum de Ação em Defesa do Emprego.
Durante a entrevista, Ruy reafirmou seu compromisso em dedicar todos esforços para o enfrentamento à pandemia, princialmente em seus aspectos críticos de saúde e também da economia. “Não queremos discussões sobre eleição, composição política etc. Todas as nossas ações têm sido no sentido de muito trabalho pela vida das pessoas. Não contem com o deputado Ruy Carneiro para o debate de intriga política, da perda de tempo. O debate é emprego, renda e saúde”, afirmou o deputado.
Ruy detalhou ainda a conquista realizada para os paraibanos, esquecendo diferenças políticas, que foi a habilitação dos leitos para Covid-19. “Muita gente pensa que é só colocar a maca, o respirador e está pronto. Mas tem um grande custo de manutenção. Então, toda bancada paraibana se uniu para conversar com o ministério e garantir os recursos para essas UTIs”, apontou o deputado.
As ações de geração de emprego e diminuição das perdas na economia também integram a pauta de ações de Ruy Carneiro. Uma delas, o Fórum de Ação em Defesa do Emprego tem sua primeira atividade nesta segunda-feira (4). “Estaremos reunindo o setor produtivo, trabalhadores, academia e gestores públicos para estudar as primeiras ações que poderemos tomar para recuperar nossa economia. É isso que preocupa o povo e é a isso que estamos dedicados”, arrematou o deputado

Segundo caso confirmado de coronavírus é registrado em São Bento

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segunda-feira, 27 de abril de 2020


A Secretaria Municipal de Saúde de São Bento confirmou através de uma nota oficial que neste domingo (26) foi notificado o segundo caso que testou positivo para COVID-19 no município.
Trata-se de um paciente do sexo masculino, 80 anos, que chegou ao Hospital Maria Paulino Lúcio na última sexta-feira (24), apresentando alguns sintomas da doença.
Já a paciente do primeiro caso testado como positivo encontra-se recuperada e assintomática.

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